
A Reforma Tributária do Consumo no Brasil, oficializada pela Emenda Constitucional nº 132/2023 e regulamentada mais recentemente pela Lei Complementar nº 214/2025, implementa dois novos tributos principais: IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços).
Este post explica de forma clara como esses impostos vão funcionar na prática, o cronograma de implementação, o impacto para empresas e consumidores e os pontos que ainda precisam de atenção. O objetivo é simplificar o entendimento e ajudar no planejamento tributário.
O que são IBS e CBS
⭢ CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços)
É um tributo federal que substitui PIS, Cofins e parte do IPI. A unificação busca simplificar a tributação sobre consumo, eliminar a cumulatividade e tornar o sistema mais transparente.
⭢ IBS (Imposto sobre Bens e Serviços)
É um tributo administrado por estados, Distrito Federal e municípios. Ele incorpora ICMS e ISS, com alíquota uniforme em cada ente federado e incidência no local do consumo.
Imposto Seletivo
Foi criado para incidir sobre bens e serviços que afetam negativamente a saúde ou o meio ambiente, como cigarros e bebidas alcoólicas.
Principais mudanças práticas
- Unificação de tributos. CBS e IBS substituem PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS, reduzindo obrigações e tornando a apuração mais simples;
- Crédito tributário e não cumulatividade. As empresas poderão descontar créditos sobre insumos e compras, evitando a cobrança em cascata;
- Notas fiscais mais transparentes. A nova emissão destacará claramente os valores de CBS e IBS;
- Split payment. Parte do valor das operações será destinada diretamente ao governo, reduzindo riscos de sonegação;
- Cashback e isenções. Famílias de baixa renda terão devolução parcial do imposto e a cesta básica continuará isenta.
Exemplos práticos
Uma loja de varejo que hoje paga ICMS, ISS, PIS e Cofins, em 2026 já começará a destacar nas notas fiscais quanto seria devido de CBS e IBS, mesmo que ainda não haja recolhimento efetivo.
No caso da venda de alimentos da cesta básica, haverá isenção total de CBS e IBS, reduzindo a carga tributária sobre itens essenciais.
No setor financeiro, as alíquotas específicas já estão previstas para entrar em vigor na transição. Isso significa que bancos e corretoras precisam revisar custos e precificação para 2027 em diante.
Desafios e pontos de atenção
As empresas precisarão adequar seus sistemas de gestão e contabilidade para lidar com os novos tributos. Muitos detalhes ainda dependem de regulamentação, o que exige acompanhamento constante. O impacto nos preços para consumidores também deve ser monitorado, principalmente em setores sensíveis como transporte e alimentação. Outro desafio será a distribuição de receitas entre estados e municípios, equilibrada por mecanismos de compensação previstos na lei.
A chegada do CBS e do IBS é um marco para a simplificação tributária no Brasil. Apesar dos benefícios esperados, a adaptação exige planejamento cuidadoso, atualização dos sistemas e atenção às regras setoriais. Para empreendedores e gestores, compreender desde já essas mudanças é essencial para evitar riscos e aproveitar oportunidades.
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